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domingo, 29 de novembro de 2009

PSOL quer aliança com Marina Silva

A presidente do PSOL e vereadora de Maceió Heloisa Helena, formalizou nesta terça-feira o pedido para que o PV constitua uma comissão para discutir uma possível aliança para as eleições de 2010. Heloisa Helena esteve com a pré-candidata do PV à sucessão presidencial, a senadora Marina Silva (AC), e propôs que os diálogos comecem na próxima semana.

Heloisa Helena se esforçou para mostrar intimidade com o projeto de Marina e intimidade com a ex-colega do PT. A vereadora, no entanto, disse que o PSOL ainda não descartou totalmente lançar um candidato para brigar pelo comando do Palácio do Planalto no ano que vem.

"Essa questão não pode ser descarta agora [candidatura própria]. Por isso, pedimos que seja formalizada essa comissão para que se estabeleça um diálogo no sentido de construir uma unidade para que possamos andar juntas. Vamos trabalhar nesse sentido.

Marina reconheceu que PV e PSOL possuem divergências programáticas, como a defesa do aborto, mas minimizou o impacto dessas diferenças em uma possível aliança. "Na verdade, que essas diferenças existem todos nós sabemos, mas as vezes elas existem dentro do próprio partido", afirmou.

A vereadora praticamente descartou formar uma chapa com Marina na disputa presidencial. "Eu já disse que na eleição passada seria uma decisão do partido e que em 2010 seria do povo de Alagoas. Fiz a opção de morar em Alagoas, poderia estar seguindo minha carreira acadêmica na França, no Rio de Janeiro, mas preferi ouvir os apelos do povo de Alagoas e voltar porque me sinto na obrigação de disputar a eleição independente de ganhar ou vencer", disse.

Heloisa Helena disse que não se sente à vontade de disputar a corrida presidencial contra Marina. Para Heloisa Helena, Marina Silva, é o único nome capaz de promover o debate do desenvolvimento sustentável com inclusão social.

"Já disse várias vezes que não gostaria de ser candidata com Marina sendo candidata. [...] Eu pessoalmente me sinto profundamente feliz e realizada como mulher, como mãe, como cidadã brasileira em ter a oportunidade de votar em Marina para a presidência da República", disse.

Retirado da FolhaOnline

Kassab sonha com Serra presidente

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse nesta segunda-feira que tem um sonho com o governador José Serra (PSDB) inaugurando uma obra do metrô paulista como presidente da República, em 2012.

"Você sabe que eu tenho um sonho... Meu sonho é que ele [Serra] venha aqui como presidente inaugurar [o metrô]", afirmou Kassab.

A declaração foi feita durante entrevista coletiva após cerimônia de lançamento das obras de prolongamento da Linha 2-Verde até Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade. Antes, no discurso, Serra disse que acreditava "piamente" que Kassab vai participar da inauguração, em 2012.

"Eu acredito piamente que o Gilberto Kassab vai poder participar da sua inauguração quando for feita sua entrega. E este será o símbolo da integração Estado-prefeitura", afirmou.

Serra evitou comentar a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira na qual lidera com 31,8% das intenções de voto.

Questionado sobre a possibilidade de também participar da inauguração, Serra disse que Deus é quem sabe. O mandato do tucano como governador termina em dezembro de 2010 e ele ainda não decidiu se vai disputar a reeleição ou concorrer à Presidência.

Perguntado novamente se era Deus ou o eleitor que ia decidir sua participação na inauguração, Serra demonstrou indefinição quanto a seu futuro político. "A essa altura do campeonato, só Deus", disse.

O custo inicial do prolongamento da Linha 2-Verde será de R$ 2,8 bilhões, divididos entre Estado (R$ 1,8 bilhão) e prefeitura (R$ 1 bilhão). O novo trecho terá 23,8 quilômetros de extensão em um novo conceito de metrô: o monotrilho. O trem funcionará com tração elétrica e correrá sobre pneus, circulando numa via elevada entre 12 e 15 metros de altura, dependendo do trecho.

Retirado da FolhaOnline

Dirceu diz que PT precisa agilizar candidatura de Dilma

da Folha Online

O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) disse hoje em seu blog que a possível candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência obrigará o PT a apressar o lançamento do nome da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O PMDB, principal partido da base aliada, tem pressa na definição e já cobrou de Dilma que assumisse a candidatura.

"A candidatura de Ciro Gomes [...], se confirmada como tudo indica, levará também o PT a ter que acelerar suas alianças e as definições relativas à candidatura da ministra Dilma Roussef", escreveu Dirceu em seu blog. "São consequências objetivas das decisões legítimas e soberanas do PSB e do deputado cearense."

Dirceu negou que tenha defendido o rompimento da aliança PSB-PT nas eleições de 2010. "[...] Se Ciro for candidato, o PSB legitimamente é que estará deixando a aliança com o PT e com nossa candidata, Dilma Rousseff, sem deixar o governo e o apoio ao presidente Lula, como tem reafirmado o próprio deputado-candidato."

No entanto, ele reafirmou que a candidatura de Ciro trará prejuízos aos palanques estaduais do PSB, além de disputar com o PT as mesmas alianças. "[...] Disputará conosco o apoio do PC do B, PDT, PR e PMDB e mesmo do PTB --que apoiou Ciro em 2002-- e do PP em nível estadual."

"E nós, do PT, teremos que decidir como compatibilizar nosso apoio aos governadores do Ceará, Cid Gomes, e de Pernambuco, Eduardo Campos e o apoio deles, ambos do PSB, à nossa candidata, Dilma Roussef", diz Dirceu.

Aécio Neves faz elogios a Ciro Gomes

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), se derramou em elogios hoje ao deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).

"Ciro é homem para conduzir qualquer projeto político do Brasil. É dos mais qualificados homens públicos que eu conheço. Eu quero dizer que me orgulho muito da amizade com o Ciro", disse Aécio.

Os afagos acontecem na véspera da reunião do Diretório Nacional do PT, que vai analisar o veto à aliança com o PSB em Belo Horizonte. Ciro teria ficado descontente com o veto à aliança em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB), que teria um vice do PT.

Apesar do PSB pertencer à base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Executiva do PT vetou a coligação por entender que ela esbarra nas eleições presidenciais de 2010. É que a aliança foi costurada por Aécio e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Para os petistas, a aliança deve cacifar o plano de Aécio de se candidatar em 2010.

Aécio criticou hoje a associação da eleição municipal de 2008 com a presidencial de 2010 e a utilização desse argumento para vetar a aliança de Belo Horizonte. "Aqueles que tiverem a visão míope de que isso tem interferência em 2010 ou que o que interessa é a vaidade desse ou daquele ator político, a vitória dessa ou daquela sigla partidária certamente não participarão desse projeto."

Segundo ele, o PSDB estará nessa aliança porque foi o primeiro a abrir mão de ter nome numa chapa encabeçada por Lacerda. "O PSDB, meu partido, foi o primeiro a dar o exemplo ao abdicar sequer de participar da chapa que vai concorrer. Ele vai participar do projeto em favor da cidade, aqueles que tiverem essa mesma visão, de que o mais importante é o interesse da população da cidade estarão conosco."

Questionado se havia recorrido a Lula para interceder em favor da aliança, Aécio respondeu que o presidente apóia a coligação. "Fomos colegas no Congresso Nacional. Falamos sobre esse assunto e ele, com muita clareza, não apenas a mim porque não foi uma conversa privada, mas a vários interlocutores, disse que considera absolutamente natural essa aliança. Até porque, como eu disse, ela já vem ocorrendo ao longo dos últimos anos."

Aécio disse que vai aguardar a decisão do Diretório Nacional do PT. "Cada partido tem o seu processo interno de decisões e não os mesmos em cada um dos partidos. Em Minas, o PT municipal e o PT estadual aprovam a aliança, o que já é uma demonstração clara de que os que conhecem o que está sendo feito em Belo Horizonte querem uma continuidade desse trabalho, uma aliança muito ampla."

Eleições presidenciais

Questionado se gostaria de ter Ciro como seu vice numa eventual chapa presidencial de 2010, Aécio respondeu: "Ciro Gomes é um homem preparado para governar o país, qualquer posto nesse país. Seria uma pretensão exagerada desse mineiro querer uma composição de chapa com o Ciro".

Ele também negou a possibilidade de sair do PSDB caso o partido venha a lançar em 2010 a candidatura do governador de São Paulo, José Serra, a presidente. "Não. Não cogito isso."

Segundo ele, o PSDB não escolherá o candidato a presidente por conta de seus desejos pessoais. "José Serra é um nome com grandes qualidades, mas ninguém será candidato do PSDB apenas porque queira ser candidato ou porque tenha vontade ser. Isso pode até ser um pressuposto, uma das pré-condições, mas é preciso que no momento certo. E a meu ver esse momento é o final do ano de 2009."

Para Aécio, o PSDB tem vários nomes bons para lançar em 2010. "Não faltam no Brasil de hoje candidatos, inclusive não faltam bons candidatos, o que a meu ver falta hoje no Brasil é um projeto claro de desenvolvimento."

Retirado do site VoteBrasil

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Conheça um pouco mais sobre o candidato - Parte 5



Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque nasceu em fevereiro de 1944 em Recife (PE). É casado com Gladys Buarque e tem duas filhas. É filho de um casal de classe média baixa - os pais trabalhavam em uma tecelagem e o adolescente Cristovam ajudava a vender panos e a fazer a contabilidade comercial dos negócios. Quando estudante, trabalhava ministrando aulas particulares de física e matemática, especialidade que o fez optar pelo curso de Engenharia Mecânica, aproveitando o clima desenvolvimentista do país nos anos 50 e 60.

Em 2003, foi nomeado ministro da Educação do governo Lula. Sua atuação foi inspirada no amigo Darcy Ribeiro e em Leonel Brizola. Por causa de Brizola, em 1989, recusou-se a ser vice de Lula nas primeiras eleições depois da ditadura militar. Como ministro, alfabetizou mais de 3 milhões de pessoas em um ano - a primeira meta de sua administração, interrompida intempestivamente.

No Senado Federal, é chamado por seu pares como SENADOR DA EDUCAÇÃO, tendo em vista sua defesa intransigente da educação como o caminho para o desenvolvimento e a justiça social.

No Senado, Cristovam já presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e Comissão de Educação, Cultura e Esportes.

Editado e retirado do site do Senador