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domingo, 29 de novembro de 2009

Aécio Neves deseja nova convergência política

De acorod com o jornal O Povo, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), defendeu a necessidade de uma ``nova convergência política`` para que o País avance no futuro governo. Pré-candidato à Presidência em 2010, Aécio mantém a posição de anunciar sua candidatura ao Senado caso a definição sobre o presidenciável tucano não ocorra até janeiro próximo, mas tem procurado amenizar as cobranças por uma decisão do partido, evitando o tom de ultimato.

Anteontem, ao comentar novamente o gesto de apoio do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) - que recentemente reafirmou que poderia abdicar de sua candidatura presidencial caso Aécio consiga se viabilizar como candidato tucano -, o governador de Minas chegou a dizer que seu principal papel no atual processo, "mais até do que ser candidato``, é o de ajudar na construção dessa nova convergência.

"Eu continuarei dizendo que nós temos que de alguma forma aliar as nossas preocupações com o momento pré-eleitoral com aquelas que teremos durante e também após as eleições``, insistiu. ``O Brasil precisará, para que tenhamos um governo em condições de fazer reformas, em condições de tomar as medidas que precisam ser tomadas, precisará de uma nova convergência política".

Aécio disputa a indicação do PSDB com o governador José Serra, mas tem assegurado apoio ao paulista caso ele seja o escolhido. Serra quer empurrar para março do ano que vem a definição do candidato. O principal argumento do tucano mineiro é sua apregoada capacidade de aglutinar outras forças

Aécio desmente que retiraria pré-candidatura

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quarta-feira que não retiraria sua pré-candidatura à Presidência da República em favor do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Aécio disse que seu compromisso é com o PSDB e que estará com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas eleições de 2010.

"Não [retiraria a candidatura]. Eu tenho um compromisso com o PSDB. Ele é absolutamente claro. Serra e eu estaremos juntos. Eu agradeço a gentileza e generosidade do companheiro Ciro. Ele é sempre muito bem-vindo a Minas Gerais, seja eu governador, esteja eu sem mandato", afirmou Aécio, que defende a indicação do PSDB com Serra.

Na semana passada, Ciro admitiu em duas ocasiões que sua candidatura não seria mais necessária se Aécio for o nome tucano na disputa. "Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, penso que sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais", disse Ciro, que desconversou sobre a possibilidade de ser vice de Aécio. "Sobre candidatura, meu partido é quem decide", disse na ocasião.

Hoje, ao negar a possibilidade de retribuir a iniciativa de Ciro, Aécio agradeceu "de público" as declarações do deputado e ressaltou que se sua candidatura não se viabilizar, continuará atuando no "campo das oposições" --o PSB faz parte da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da relação próxima com Aécio, Ciro tem o apoio do presidente Lula para disputar o governo de São Paulo. O deputado, por sua vez, já declarou várias vezes que não interesse no governo paulista e que pretende se candidatar à Presidência.

Sobre a pressão de partidos aliados ao PSDB para que Serra defina sua candidatura à Presidência, Aécio disse que o momento é de diálogo e que 30 dias a mais ou a menos na definição não vão fazer diferença.

"Acho que não é o caso de pressão. O governador Serra é um homem público experimentado. Ele tem a sua estratégia. Ele não tem escondido essa estratégia. Ele tem a tornado pública e temos que respeitá-lo", disse Aécio.

Retirado da FolhaOnline

Ciro abrindo mão da candidatura política?

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) reafirmou nesta terça-feira, 17, que poderá desistir de ser candidato à Presidência da República em 2010 caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, consiga se viabilizar como presidenciável do PSDB. Aécio e Ciro participaram de um evento em Belo Horizonte e depois almoçaram reservadamente no Palácio das Mangabeiras.

"Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais", disse Ciro, após a solenidade de lançamento do portal da ONG Brasil Tem Jeito, idealizado pelo deputado federal Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral do PSDB e um dos principais aliados do governador mineiro.

O deputado pelo Ceará voltou a observar que sua candidatura é uma decisão do partido, mas justificou sua disposição de abrir mão em favor de Aécio dizendo que o mineiro encerra o "provincianismo" da disputa entre as alas paulistas do PT e do PSDB.

"A minha necessidade aguda de ser candidato não remanesce mais", afirmou. "O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos, que é como ele faz em Minas Gerais, e celebrar um projeto de País que dê avanço ao que o presidente Lula representou".

O governador mineiro classificou Ciro como o "amigo de uma vida" e disse que avaliaria "todas as possibilidades" na conversa com o deputado do PSB. "Se pudermos estar juntos, para mim seria extraordinário. Se não pudermos não deixaremos de ter afinidades. Essas afinidades não se perdem em razão de circunstâncias políticas ou partidárias".

Retirado do jornal Estadão

Aécio Neves faz elogios a Ciro Gomes

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), se derramou em elogios hoje ao deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).

"Ciro é homem para conduzir qualquer projeto político do Brasil. É dos mais qualificados homens públicos que eu conheço. Eu quero dizer que me orgulho muito da amizade com o Ciro", disse Aécio.

Os afagos acontecem na véspera da reunião do Diretório Nacional do PT, que vai analisar o veto à aliança com o PSB em Belo Horizonte. Ciro teria ficado descontente com o veto à aliança em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB), que teria um vice do PT.

Apesar do PSB pertencer à base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Executiva do PT vetou a coligação por entender que ela esbarra nas eleições presidenciais de 2010. É que a aliança foi costurada por Aécio e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Para os petistas, a aliança deve cacifar o plano de Aécio de se candidatar em 2010.

Aécio criticou hoje a associação da eleição municipal de 2008 com a presidencial de 2010 e a utilização desse argumento para vetar a aliança de Belo Horizonte. "Aqueles que tiverem a visão míope de que isso tem interferência em 2010 ou que o que interessa é a vaidade desse ou daquele ator político, a vitória dessa ou daquela sigla partidária certamente não participarão desse projeto."

Segundo ele, o PSDB estará nessa aliança porque foi o primeiro a abrir mão de ter nome numa chapa encabeçada por Lacerda. "O PSDB, meu partido, foi o primeiro a dar o exemplo ao abdicar sequer de participar da chapa que vai concorrer. Ele vai participar do projeto em favor da cidade, aqueles que tiverem essa mesma visão, de que o mais importante é o interesse da população da cidade estarão conosco."

Questionado se havia recorrido a Lula para interceder em favor da aliança, Aécio respondeu que o presidente apóia a coligação. "Fomos colegas no Congresso Nacional. Falamos sobre esse assunto e ele, com muita clareza, não apenas a mim porque não foi uma conversa privada, mas a vários interlocutores, disse que considera absolutamente natural essa aliança. Até porque, como eu disse, ela já vem ocorrendo ao longo dos últimos anos."

Aécio disse que vai aguardar a decisão do Diretório Nacional do PT. "Cada partido tem o seu processo interno de decisões e não os mesmos em cada um dos partidos. Em Minas, o PT municipal e o PT estadual aprovam a aliança, o que já é uma demonstração clara de que os que conhecem o que está sendo feito em Belo Horizonte querem uma continuidade desse trabalho, uma aliança muito ampla."

Eleições presidenciais

Questionado se gostaria de ter Ciro como seu vice numa eventual chapa presidencial de 2010, Aécio respondeu: "Ciro Gomes é um homem preparado para governar o país, qualquer posto nesse país. Seria uma pretensão exagerada desse mineiro querer uma composição de chapa com o Ciro".

Ele também negou a possibilidade de sair do PSDB caso o partido venha a lançar em 2010 a candidatura do governador de São Paulo, José Serra, a presidente. "Não. Não cogito isso."

Segundo ele, o PSDB não escolherá o candidato a presidente por conta de seus desejos pessoais. "José Serra é um nome com grandes qualidades, mas ninguém será candidato do PSDB apenas porque queira ser candidato ou porque tenha vontade ser. Isso pode até ser um pressuposto, uma das pré-condições, mas é preciso que no momento certo. E a meu ver esse momento é o final do ano de 2009."

Para Aécio, o PSDB tem vários nomes bons para lançar em 2010. "Não faltam no Brasil de hoje candidatos, inclusive não faltam bons candidatos, o que a meu ver falta hoje no Brasil é um projeto claro de desenvolvimento."

Retirado do site VoteBrasil