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domingo, 29 de novembro de 2009

Serra visita terra de "rival"

Retirado da FolhaOnline

Nome mais cotado do PSDB para disputar a Presidência em 2010, o governador de São Paulo, José Serra, chega hoje no Ceará para eventos na capital e no interior. Serra estará na base política do rival Ciro Gomes (PSB) não para tratar de qualquer questão de interesse do Estado que governa, mas para uma palestra a empresários, entrevistas a emissoras de televisão e um encontro do tucanato local no sertão cearense.

O Nordeste, região de maior aprovação a Lula no país, tem sido destino freqüente dos pré-candidatos a presidente, e Serra tem intensificado essa presença nos últimos meses, ainda que resista em dizer que esteja em campanha. Em outubro, por exemplo, esteve no interior de Pernambuco para conhecer obras mal-sucedidas do governo federal.

Antes de chegar ao Ceará, Serra concedeu uma entrevista a uma rádio nesta semana, por telefone, em que prometeu manter o Bolsa Família e todos os programas positivos do governo Lula, caso seja eleito presidente.

O Ceará tem um elemento desafiador a Serra: a influência eleitoral e a grande popularidade de Ciro e Lula. Em 2002, quando foi candidato ao Planalto e chegou ao segundo turno, Serra conseguiu apenas a terceira votação no Estado, com 8,5% dos votos válidos. O mais votado no primeiro turno daquela eleição foi Ciro, com 44,4% da preferência dos cearenses. No segundo turno, quando Lula teve o apoio de Ciro, o petista alcançou 71,7% da votação do Ceará, contra 28,2% do tucano.

Apesar de insistir em dizer que só deve decidir sobre a candidatura em março do ano que vem, Serra se movimenta na região numa tentativa de conquistar visibilidade e tentar barrar a queda que vem sofrendo nas pesquisas de intenção de voto, que diminuem gradualmente a vantagem que tinha para seus oponentes.

Ciro também dá palestra
Assim como em outubro, quando a visita de Serra a Pernambuco antecedeu em poucos dias uma viagem presidencial à região - para checar obras da transposição do rio São Francisco -, com a presença certa da ministra Dilma Rousseff (PT), pré-candidata à sucessão de Lula, a passagem do tucano hoje pelo Ceará coincide com outra visita pré-agendada da petista. Ela é esperada em Fortaleza na próxima segunda-feira, para a reunião de abertura da Frente Nacional dos Prefeitos, além de receber o título de cidadã fortalezense, aprovado na Câmara Municipal da cidade - a visita ainda não foi confirmada.

Enquanto Serra falar com os empresários, outro possível presidenciável, Ciro - que pode também ser candidato ao governo de São Paulo, reduto de Serra, já que transferiu o título de eleitor para a capital paulista -, também fará uma palestra no Fórum dos Juizados Especiais sobre a "conjuntura político-econômica brasileira". O teor da fala do tucano é semelhante à do desafeto, sobre "cenários brasileiros".

A viagem também servirá para tentar quebrar barreiras dentro do próprio partido, afinal, o paulista não conta com a preferência do maior líder do PSDB no Ceará, Tasso Jereissati, que abertamente defende a candidatura ao Planalto do governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Em 2002, Serra também não contou com esse apoio - Tasso, então, apoiou indiretamente o amigo Ciro, que nasceu em Pindamonhangaba (SP), mas foi criado e iniciou a carreira política em Sobral (CE).

O primeiro ambiente onde Serra falará hoje será onde nasceu o grupo político de Tasso no Ceará na década de 1980, o CIC (Centro Industrial do Ceará), que ainda mantém fortes vínculos políticos com partidos de oposição a Lula no país - como o PSDB e o PPS.

O segundo local é Canindé (a 110 km de Fortaleza), terra de forte devoção a São Francisco das Chagas, onde o PSDB realiza um encontro regional batizado de "Ceará em Debates", para estimular a militância e buscar retomar forças num Estado onde os partidos do arco de aliança do presidente Lula têm conquistado cada vez mais espaço.

Dilma diz que se tornará pré-candidata em 2010

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse nesta quarta-feira que vai virar pré-candidata somente em fevereiro de 2010, quando será realizado o congresso nacional do PT para definir quem vai disputar a Presidência da República pelo partido.

"Eu só vou virar pré-candidata em fevereiro, porque só em fevereiro tem o congresso do PT para escolher quem vai ser indicado para concorrer à sucessão do presidente Lula e para dar continuidade ao projeto do governo do presidente Lula", disse a ministra em entrevista à rádio Gaúcha.

A declaração foi em resposta à pergunta sobre como Dilma está trabalhando sua agenda em relação às eleições de 2010. Além de adiar a confirmação de sua pré-candidatura, a ministra afirmou que atualmente está dedicando à coordenação do governo.

Questionada sobre os números pesquisa CNT/Sensus divulgada na terça-feira (23), a ministra disse que o levantamento mostra apenas o retrato do momento e que ninguém pode ficar triste ou alegre com os números.

"Pesquisa é uma coisa virtual, volátil. Ninguém pode ficar nem muito triste nem muito alegre. [...] Não vejo grandes vantagens, nem desvantagens. É um indicador", afirmou.

Segundo a pesquisa, Dilma aparece em segundo, com 21,7% das intenções de voto, seguida pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5%. Marina Silva (PV) tem 5,9% das intenções de voto. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a pesquisa com 31,8%.

Retirado da FolhaOnline

Aécio desmente que retiraria pré-candidatura

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quarta-feira que não retiraria sua pré-candidatura à Presidência da República em favor do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Aécio disse que seu compromisso é com o PSDB e que estará com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas eleições de 2010.

"Não [retiraria a candidatura]. Eu tenho um compromisso com o PSDB. Ele é absolutamente claro. Serra e eu estaremos juntos. Eu agradeço a gentileza e generosidade do companheiro Ciro. Ele é sempre muito bem-vindo a Minas Gerais, seja eu governador, esteja eu sem mandato", afirmou Aécio, que defende a indicação do PSDB com Serra.

Na semana passada, Ciro admitiu em duas ocasiões que sua candidatura não seria mais necessária se Aécio for o nome tucano na disputa. "Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, penso que sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais", disse Ciro, que desconversou sobre a possibilidade de ser vice de Aécio. "Sobre candidatura, meu partido é quem decide", disse na ocasião.

Hoje, ao negar a possibilidade de retribuir a iniciativa de Ciro, Aécio agradeceu "de público" as declarações do deputado e ressaltou que se sua candidatura não se viabilizar, continuará atuando no "campo das oposições" --o PSB faz parte da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da relação próxima com Aécio, Ciro tem o apoio do presidente Lula para disputar o governo de São Paulo. O deputado, por sua vez, já declarou várias vezes que não interesse no governo paulista e que pretende se candidatar à Presidência.

Sobre a pressão de partidos aliados ao PSDB para que Serra defina sua candidatura à Presidência, Aécio disse que o momento é de diálogo e que 30 dias a mais ou a menos na definição não vão fazer diferença.

"Acho que não é o caso de pressão. O governador Serra é um homem público experimentado. Ele tem a sua estratégia. Ele não tem escondido essa estratégia. Ele tem a tornado pública e temos que respeitá-lo", disse Aécio.

Retirado da FolhaOnline

Ciro abrindo mão da candidatura política?

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) reafirmou nesta terça-feira, 17, que poderá desistir de ser candidato à Presidência da República em 2010 caso o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, consiga se viabilizar como presidenciável do PSDB. Aécio e Ciro participaram de um evento em Belo Horizonte e depois almoçaram reservadamente no Palácio das Mangabeiras.

"Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais", disse Ciro, após a solenidade de lançamento do portal da ONG Brasil Tem Jeito, idealizado pelo deputado federal Rodrigo de Castro (MG), secretário-geral do PSDB e um dos principais aliados do governador mineiro.

O deputado pelo Ceará voltou a observar que sua candidatura é uma decisão do partido, mas justificou sua disposição de abrir mão em favor de Aécio dizendo que o mineiro encerra o "provincianismo" da disputa entre as alas paulistas do PT e do PSDB.

"A minha necessidade aguda de ser candidato não remanesce mais", afirmou. "O Aécio pode convocar todos os brasileiros decentes de todos os partidos, que é como ele faz em Minas Gerais, e celebrar um projeto de País que dê avanço ao que o presidente Lula representou".

O governador mineiro classificou Ciro como o "amigo de uma vida" e disse que avaliaria "todas as possibilidades" na conversa com o deputado do PSB. "Se pudermos estar juntos, para mim seria extraordinário. Se não pudermos não deixaremos de ter afinidades. Essas afinidades não se perdem em razão de circunstâncias políticas ou partidárias".

Retirado do jornal Estadão

Dirceu diz que PT precisa agilizar candidatura de Dilma

da Folha Online

O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) disse hoje em seu blog que a possível candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência obrigará o PT a apressar o lançamento do nome da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O PMDB, principal partido da base aliada, tem pressa na definição e já cobrou de Dilma que assumisse a candidatura.

"A candidatura de Ciro Gomes [...], se confirmada como tudo indica, levará também o PT a ter que acelerar suas alianças e as definições relativas à candidatura da ministra Dilma Roussef", escreveu Dirceu em seu blog. "São consequências objetivas das decisões legítimas e soberanas do PSB e do deputado cearense."

Dirceu negou que tenha defendido o rompimento da aliança PSB-PT nas eleições de 2010. "[...] Se Ciro for candidato, o PSB legitimamente é que estará deixando a aliança com o PT e com nossa candidata, Dilma Rousseff, sem deixar o governo e o apoio ao presidente Lula, como tem reafirmado o próprio deputado-candidato."

No entanto, ele reafirmou que a candidatura de Ciro trará prejuízos aos palanques estaduais do PSB, além de disputar com o PT as mesmas alianças. "[...] Disputará conosco o apoio do PC do B, PDT, PR e PMDB e mesmo do PTB --que apoiou Ciro em 2002-- e do PP em nível estadual."

"E nós, do PT, teremos que decidir como compatibilizar nosso apoio aos governadores do Ceará, Cid Gomes, e de Pernambuco, Eduardo Campos e o apoio deles, ambos do PSB, à nossa candidata, Dilma Roussef", diz Dirceu.

Aécio Neves faz elogios a Ciro Gomes

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), se derramou em elogios hoje ao deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE).

"Ciro é homem para conduzir qualquer projeto político do Brasil. É dos mais qualificados homens públicos que eu conheço. Eu quero dizer que me orgulho muito da amizade com o Ciro", disse Aécio.

Os afagos acontecem na véspera da reunião do Diretório Nacional do PT, que vai analisar o veto à aliança com o PSB em Belo Horizonte. Ciro teria ficado descontente com o veto à aliança em torno da candidatura de Márcio Lacerda (PSB), que teria um vice do PT.

Apesar do PSB pertencer à base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Executiva do PT vetou a coligação por entender que ela esbarra nas eleições presidenciais de 2010. É que a aliança foi costurada por Aécio e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Para os petistas, a aliança deve cacifar o plano de Aécio de se candidatar em 2010.

Aécio criticou hoje a associação da eleição municipal de 2008 com a presidencial de 2010 e a utilização desse argumento para vetar a aliança de Belo Horizonte. "Aqueles que tiverem a visão míope de que isso tem interferência em 2010 ou que o que interessa é a vaidade desse ou daquele ator político, a vitória dessa ou daquela sigla partidária certamente não participarão desse projeto."

Segundo ele, o PSDB estará nessa aliança porque foi o primeiro a abrir mão de ter nome numa chapa encabeçada por Lacerda. "O PSDB, meu partido, foi o primeiro a dar o exemplo ao abdicar sequer de participar da chapa que vai concorrer. Ele vai participar do projeto em favor da cidade, aqueles que tiverem essa mesma visão, de que o mais importante é o interesse da população da cidade estarão conosco."

Questionado se havia recorrido a Lula para interceder em favor da aliança, Aécio respondeu que o presidente apóia a coligação. "Fomos colegas no Congresso Nacional. Falamos sobre esse assunto e ele, com muita clareza, não apenas a mim porque não foi uma conversa privada, mas a vários interlocutores, disse que considera absolutamente natural essa aliança. Até porque, como eu disse, ela já vem ocorrendo ao longo dos últimos anos."

Aécio disse que vai aguardar a decisão do Diretório Nacional do PT. "Cada partido tem o seu processo interno de decisões e não os mesmos em cada um dos partidos. Em Minas, o PT municipal e o PT estadual aprovam a aliança, o que já é uma demonstração clara de que os que conhecem o que está sendo feito em Belo Horizonte querem uma continuidade desse trabalho, uma aliança muito ampla."

Eleições presidenciais

Questionado se gostaria de ter Ciro como seu vice numa eventual chapa presidencial de 2010, Aécio respondeu: "Ciro Gomes é um homem preparado para governar o país, qualquer posto nesse país. Seria uma pretensão exagerada desse mineiro querer uma composição de chapa com o Ciro".

Ele também negou a possibilidade de sair do PSDB caso o partido venha a lançar em 2010 a candidatura do governador de São Paulo, José Serra, a presidente. "Não. Não cogito isso."

Segundo ele, o PSDB não escolherá o candidato a presidente por conta de seus desejos pessoais. "José Serra é um nome com grandes qualidades, mas ninguém será candidato do PSDB apenas porque queira ser candidato ou porque tenha vontade ser. Isso pode até ser um pressuposto, uma das pré-condições, mas é preciso que no momento certo. E a meu ver esse momento é o final do ano de 2009."

Para Aécio, o PSDB tem vários nomes bons para lançar em 2010. "Não faltam no Brasil de hoje candidatos, inclusive não faltam bons candidatos, o que a meu ver falta hoje no Brasil é um projeto claro de desenvolvimento."

Retirado do site VoteBrasil